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 A ONG Pão é Vida é devidamente registrada no nono cartório de São Paulo capital, e está cadastrada nos orgãos legais, podendo atuar em todo território nacional, como diz o seu estatuto.


Fotos tiradas durante na Vila Nova Cachoeirinha em São Paulo, em outubro de 2010. Onde foram realizadas Oficinas de arte,  e curso de Colorimetria. Visamos equipar as pessoas para que elas possam desenvolver suas habilidades e assim, ter a oportunidade de sair das estatísticas da exclusão e do abandono social em que vivem.

Trabalhamos principalmente com famílias em situação de risco social. Por isso ver e ouvir histórias muito tristes são parte do nosso cotidiano, em muitos casos é comum a violência nos lares, ela geralmente está atrelada aos vícios e a completa exclusão em que vivem... Conhecemos uma garota que seu padrasto lhe obrigava entrar nas residências para subtrair objetos, por ser magrinha era fácil para ela passar por grades e janelas. Era ameaçada constamente por ele... Se não fizesse o que ele queria era espancada. O padrasto era um usuário de Crack.  A pergunta que não quer calar em nossa sociedade é, o que o poder público está fazendo para evitar situações como essa?
A Crack está destruindo famílias inteiras, em pequenas e grandes cidades brasileiras. Quais politicas públicas estão efetivamnte combatendo esse problema?


                          PANORAMA DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO...

O Semi árido brasileiro compreende uma extensa área territorial (aproximadamente 1 milhão de km²), abrangendo a maior parte de 8 estados nordestinos e o norte de Minas gerais. Esta região é caracterizada por chuvas irregulares e torrenciais,  alto índice de evaporação e salinidade. A problemática social do semi-árido brasileiro é antiga. Analfabetismodesnutrição, mortalidade infantil, falta de oportunidade de trabalho e falta de políticas públicas de desenvolvimento sustentável. A maior parte dos sertanejos vive sem acesso a muitos dos direitos básicos, no entanto, continua sendo um povo alegre, simples e hospitaleiro. Sua cultura é rica e diversificada. Vivem em sua maioria, da agricultura familiar, criação de caprinos e ovinos.
Há pelos rincões desse imenso sertão descasos impensáves como escolas funcionando em casas de taipa, onde vergonhosamente é possivel perceber quea razão de sua existencia é somente para que a prefeitura receba e verba por aluno matriculado.


                               O BIOMA CAATINGA

A Caatinga (do Tupi-Guarani: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. A caatinga ocupa uma área de cerca de 734.478 km², cerca de 11% do território nacional englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, sua área . PORQUE REALIZAR  PROJETOS NO SEMI ÁRIDO? A Metade das crianças pobres do nosso país está na região do semi-árido assim  como a maior taxa de mortalidade infantil...  O maior índice de analfabetismo também não muda de endereço geográfico. O que fazemos é conscientizar e promover iniciativas para amenizar a exclusão e o abandono em que vivem essas famílias.Há dois nordestes bem distintos; um conhecido pelos turistas, com suas belas capitais banhadas por praias de beleza singular. o outro, (abaixo) desconhecido da maioria dos turistas, no entanto, bem conhecido dos sertanejos que nele vivem  

A ONG PÃO É VIDA PROMOVE CURSOS EM PERNAMBUCO

Cursos de costura industrial, corte e costura e informática são promovidos pela Pão é Vida em Pernambuco, os cursos são gratuitos.
A ONG conta com o apoio de profissionais voluntários que  ministram as aulas as terças e quintas das 19: 30 h as 21:30 horas. Informações: (81) 9278 9315 (CLARO) / 9752 0140 (TIM).
LOCAL: Rua Vereador Severino Ribeiro da Silva, 94 - bairro novo (Travessa da 29 dezembro). Santa Cruz do Capibaribe / PE

Parcerias nesse projeto: A empresa ROTA DO MAR (cedeu as máquinas).
O imóvel que utilizamos pertence a PIB de Santa Cruz, louvamos a Deus por mais essa oportunidade de promover inclusão e cidadania através de parcerias.
O desafio é tornar o curso sustentável, para isso, temos o projeto das sacolas retornáveis. (PRECISAMOS DE PATROCÍNIO PARA CONFECCIONAR.)
O alvo dos cursos são pessoas que chegam buscando uma oportunidade de trabalho no pólo de confecções do Agreste sem qualificação profissional. 

                                                                   


Inclusão social é um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada pela falta de classe social, origem geográfica, educação, idade, existência de deficiência ou preconceitos raciais. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais favorecidos no sistema meritocrático em que vivemos.

Após realizar inúmeros projetos em São Paulo na Paraíba e Rio grande do Norte, em janeiro de 2008, chegamos em Santa Cruz do Capibaribe em PE.
Por causa do crescimento e desenvolvimento do setor têxtil, a cidade é conhecida como capital da Sulanca, no entanto, existem inúmeros problemas ambientais e sociais. Todos os dias chegam famílias oriundas dos sítios e povoadas e cidades do sertão que chegam em busca de trabalho, mas, sem qualificação profissional, ficam fora do mercado de trabalho. Elas precisam ser assistidas e orientadas.
Dia 08 de junho de 2008, Pão é Vida promoveu um mutirão solidário, na escola Donatila da Costa Lima, em Santa Cruz do Capibaribe, ao lado de uma comunidade conhecida como “Favela do papelão” onde trabalhamos desde fevereiro 2008 mapeando famílias assistindo e conscientizando aquelas que viviam em barracos de plástico ou papelão.

Algumas são oriundas do Buíque, Alagoinha e Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. 20 cabeleireiros, e outros profissionais estiveram prestando serviço voluntário para a comunidade. Aferição de pressão arterial, um agente se saúde ministrou palestra sobre o perigo da dengue, cortes de cabelo, teatro com fantoches, brincadeiras com palhaços e sorteio de brindes. cozinhado um caldo numa panela de barro. Quando o abordamos, envergonhado ele nem levantava a cabeça para olhar quem falava com ele... após nos ouvir por uns instantes ele levantou os olhos...

SAI LIMINAR PARA RETIRAR AS FAMÍLIAS DA “FAVELA DO PAPELÃO”
Em 2009 saiu uma liminar para retirar as famílias de um local conhecido como “Favela do papelão”. Cerca de 90 famílias viviam ali morando embaixo de barracos de plástico ou de papelão. Batalhamos junto a secretária de ação social da S.C.C buscando uma solução pacifíca para a situação, não apoiamos invasões, mas, essas famílias em situação de risco social; moravam há anos nesse local, famílias que são muitas vezes, a parte invisível do povo brasileiro.

Entregamos um mapeamento com os nomes das famílias á secretária de ação social do município e partilhamos com ela das nossas ações na comunidade e da nossa preocupação quanto ao futuro daquelas pessoas. A doação dos terrenos ocorreu exatamente quando completou 1 ano de acompanhamento das famílias, depois de cobrarmos uma ação definitiva das autoridades e expor a real situação em que viviam. Dia 15 de junho de 2009, as famílias foram retiradas da “Favela do papelão” para outra área doada pela prefeitura de Santa cruz do Capibaribe. Dia 16 á 28 foi o período mais difícil, sem seus barracos as famílias dormiram vários dias ao relento, sem nenhum abrigo, não tinham sequer pregos para refazerem seus barracos, tudo o que possuiam eram restos de papelão e pedaços de plásticos que trouxeram da favela do papelão, onde viviam.

Naqueles dias levamos compensados, cobertores, roupas e pregos; além ajudarmos na montagem dos barracos, estrutura temporária até que possam construir casas de alvenaria.
Iniciamos a nova etapa, ajudando montar estruturas provisórias para se protegerem do frio e da chuva, uma vez que as famílias ganharam o terreno sem nenhuma infra-estrutura.

                    LAUDJANE  E SUA LINDA FAMÍLIA
Quando o encontramos o Sr. Laudjane em janeiro 2008, ele estava sentado debaixo de uma arvore, num sol escaldante... cozinhando algo num fogo de chão improvisado com gravetos.Vivendo em baixo de uma barraca de plástico com seus 5 filhos e a esposa...
A partir dali nasceu uma amizade e o desejo de vê-lo em uma condição de vida melhor...
Ele carregava papelão para vender, sem condições de alimentar sua família, não tinha nem um jumento para ajudar nessa tarefa, ele mesmo puxava a carroça.
Hoje, Lau, como é mais conhecido na comunidade, conserta carros e sustenta sua família com dignidade, ajudamos para que construísse a sua casa de alvenaria, hoje não necessita mais que alguém doe coisas para ele.
Um dos momentos tristes que tivemos ao acompanhar o processo de Inclusão social de Laudjane, foi o dia em que ele conseguiu uma entrevista de trabalho em 2009.
Ao ser perguntado sobre seu endereço, disse que morava na "favela do papelão", sua sinceridade lhe custou à vaga para o trabalho. O empregador disse que já estava com a vaga preenchida. Laujane nos procurou em prantos desabafou: Eu poderia ter mentido, só porque falei a verdade perdi a oportunidade de ter um trabalho para alimentar meus filhos.

Uma das primeiras casas erguidas na comunidade foi a casa de Laudjane. Doamos cimento para a obra, e o Laudjane (camiseta amarela) comprou os tijolos, telhas ect ...  aos poucos está deixando sua casa como sempre sonhou...

                         EDILZA MARLENE

Em 2006 ela passou um momento muito difícil, mãe de 3 filhos, o Luiz era um bebê na época, ela ficou desemprega e sem contar com ajuda dos pais das crianças ou mesmo de  dos programas do governo federal., muito embora tivesse tentado, cadastrou-se por anos seguidos, mais o tal cartão nunca chegava...
Naqueles dias ouvimos de um funcionário do banco que alguém com nome semelhante ao seu, estava recebendo o benefício do bolsa família dela em uma cidade. A situação foi noroomalizada 2 anos depois, quando finalmente veio a receber o benefício, ao se cadastrar em Santa Cruz do Capibaribe PE.

Chegamos em sua casa naqueles dias (...) Edilza estava com aluguel atrasado e sem água, pois não tinha cisterna em sua casa. As crianças chorando...  foi bem dificil, ajudamos na mudança para outra cidade, conseguimos 2 entrevistas de emprego, uma dessas entevistas deu fruto, ela ficou empregada por 2 anos. Depois desse período a empresa mudou para outra cidade e ela ficou novamente sem um trabalho. na época comprou um carrinho para vender cachorro quente em frente  asua casa.
Edilza recebeu qualificação profissional na área de costura industrial através da ONG Pão é Vida, O curso aconteceu de 23 de março a 23 de julho 2010.  
Em novembro de 2011 ela concluiu o curso de cabeleireiro, podendo agora desenvolver esse aprendizado e ter sua autonomia financeira.